Pesquisar este blog
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Ainda Lembro
Marisa Monte
Ainda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo:
"Aonde você for eu vou"
Oh! Oh!...
E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões...
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora vem você dizer:
"Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo"...
Uh! Uh! Uh!...
Vem você dizer:
"Amor, eu não pude evitar"
E eu te dizendo:
"Liga o som, uh! uh! uh!
E apaga a luz"
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Ainda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo:
"Aonde você for eu vou"
Oh! Oh!...
E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões...
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora vem você dizer:
"Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo"
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Vem você dizer:
"Amor, eu não pude evitar"
E eu te dizendo:
"Liga o som, uh! uh! uh!
E apaga a luz"
Uh! Uh! Uh!...
Ainda lembro o que passou
Ainda lembro como era bom
Ainda lembro inda lembro
Ainda lembro, inda lembro
Oh! Oh! Oh! Oh!
Ainda lembro...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
PÁSSARO MORTO

Durante muito tempo me interroguei
quando virás? Quando surgirás tu?
Nascerás da erva
emergirás do desconhecido
ou não és mais que um impossível amanhã?
Durante muito tempo me interroguei
e quando sondei os espelhos do tanque
dispersei-me entre os fragmentos dos espelhos
não encontrei o meu rosto em estilhaços
Vi-te a ti
e quando estendi as mãos
para tocar o teu rosto
os sinais da minha última ilusão dissiparam-se
tu dispersaste-te como os espelhos do tanque
e sobre a água ficou
um pássaro morto
[Rembrandt - Homem nu sentado no chão com perna estendida]

Afastámo-nos. Culpa minha, em grande parte. Achei que estávamos demasiado apegados um ao outro. Achei que era excessivo. Achei que nos estávamos a prejudicar um ao outro. Não tive a clarividência de perceber o óbvio. Tu não sei se o percebeste. Acho que sim. Compreendeste, pelo menos, que, naquela altura, o nosso afastamento era inevitável e imprescindível. Sem dramas, sem zangas, acabámos por nos ir apartando. O que vivíamos não era já saudável. Era excessivo. Era como um namoro não assumido. Um namoro sem consumação física. Mas não um namoro qualquer. Era quase uma obsessão. Vivíamos um para o outro. Havia até cenas de ciúmes, disfarçadas de brincadeira. E eu não tinha a clarividência de perceber o óbvio. Tu deves tê-lo percebido. Entre nós havia aquela amizade louca, excessiva, quase passional. Mas isso não te incomodava. As coisas tornaram-se claras para ti, muito mais cedo do que para mim. Sabias onde ficavam os teus limites, e sobretudo sabias onde ficavam os meus. Sabias que eu não os ultrapassaria nunca, pela amizade louca que te tinha. Portanto isto não te incomodava. Não te incomodava ir comigo a determinados sítios. Não te incomodava que passássemos por namorados, não o sendo. Não te incomodava simulares cenas de ciúmes diante de quem pensava que éramos namorados. Porque sabias que eu nunca passaria os limites que me tinha imposto a mim mesmo. Porque te respeitava, porque te tinha uma amizade desmesurada. Além de tudo o resto. E foi porque o percebeste, e foi porque a adoração que te tinha era de facto desmesurada, que conseguimos reatar a nossa amizade de modo tão natural, como se nada tivesse acontecido. Como se ainda na noite anterior tivéssemos feito mais uma das nossas loucas saídas. Hoje percebo-o, finalmente.
Assinar:
Postagens (Atom)



